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Lista de Abreviatura
dr
-------------------------------------------------- doutor
ESTEC--------------------------------------------
Escola Superior Técnica
EV
------------------------------------------------ Educação Visual
HP--------------------------------------------------
Hipótese
HST------------------------------------------------
Higiene e Segurança no Trabalho
MO-------------------------------------------------
Microsoft Office
NPL-------------------------------------------------
Nampula
OA--------------------------------------------------
Oficina de Arte
MS--------------------------------------------------
Ministério da Saúde
UP--------------------------------------------------
Universidade Pedagógica
Lista de Tabela
Tabela 01:---Pergunta relacionado com o nível de escolaridade dos
artistas-----------------------38
Tabela 02:---Pergunta relacionado com o uso de tintas extraídas de plantas-----------------------38
Tabela 03:---Pergunta relacionado com os tipos de tintas
artesanais--------------------------------39
Tabela 04:---Pergunta relacionada com as possíveis consequências das
tintas artesanais--------39
Tabela 05:---Pergunta relacionada com os vários tipos de
plantas-----------------------------------39
Tabela 06:---Pergunta relacionada com a intoxicação por tintas
artesanais-------------------------40
Tabela 07:---Pergunta relacionada com as consequências no processo da produção
de obras---40
Tabela 08:---Pergunta relacionada com uso de outras
tintas------------------------------------------40
Tabela 09:---Pergunta relacionada com as medidas de
prevenção-----------------------------------41
Lista
de Mapa
Mapa 01: -----------Localização Geográfica da Província de Nampula----------------------------19
Declaração
Declaro que
esta Monografia Científica é resultado da minha investigação pessoal e das
orientações do meu supervisor, o seu conteúdo é original e todas as fontes
consultadas estão devidamente mencionadas no contexto nas notas e na
Bibliografia final.
Declaro ainda
que, este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para a
obtenção de qualquer grau académico.
Nampula,
aos de de 2015
____________________________
João Maurício
Dedicatória
A minha mãe, Arminda João e ao meu pai Maurício Quinani (não
esta entre nós), a minha tia Basalisa Atanásio, e ao meu tio Albino João José
que sempre deram o seu máximo para a formação; com todo amor que sempre lutaram
para o melhor do filho inesquecível.
.
Agradecimento
Lembrar de todos
que contribuíram com a realização deste trabalho é uma tarefa muito difícil,
contudo muito importante. Arminda João, Albino João José, Basalisa Atanásio,
Fernando C. Quinava, Henriques João, Nelson João, Severino João, Francisco
João, Cristina Langa, Armando Balate, Dulce Alberto, Celestino A. João e aos
meus colegas do curso.
Ao meu
supervisor Fernando Ali, pela
dedicação e orientação que ele tem consagrado em mim e a todo o elenco do
Departamento da Escola Superior Técnica em particular o Curso de Educação
Visual. Certamente é um grande exemplo a ser seguido pelos docentes de hoje e
pelos que ainda virão, cabe aqui um grande agradecimento especial, por todo
apoio e carinho que me deram durante estes quatro (4) anos de convivência
científica, que foram um forte suporte na formação académica.
Atelieres como: Atelier D’Arte de Natikire; Atelier D’Arte Uhwamene; Atelier D’Arte de Pintura; Atelier e Galeria Filifemas. Aos
estudantes do Curso de Biologia da Universidade Pedagógica Delegação de Nampula
vão os meus agradecimentos pela colaboração. E a todos duma forma directa e
indirecta contribuíram muito no sucesso académico. Muito obrigado ǃ
Resumo
O objectivo Geral deste
trabalho, Analisar as consequências na produção do Batik
Artesanal a partir de tintas extraídas das Plantas de Umbila, Malmequer e
Mandioqueira na Cidade de Nampula. E tem como objectivos Específicos: Identificar as consequências na
produção do Batik Artesanal a partir das tintas extraídas das Plantas de
Umbila, Malmequer e Mandioqueira na Cidade de Nampula; Descrever as
consequências adquiridas perante o processo da produção do Batik Artesanal; e Propor as técnicas
de Higiene e Segurança no Trabalho na produção do Batik Artesanal a partir de
Tintas extraídas das Plantas. Com esta pesquisa vai reduzir o índice de intoxicação ao nível dos
artistas perante o processo da produção do Batik, porque esta pesquisa da referência das medidas de prevenção. A técnica de cera quente é a única que é desenvolvida pelos artistas
praticantes do Batik Artesanal, e esta pesquisa proporciona três técnicas de
produção que são: Técnica de decoração de tecidos a partir de ferro; Técnica de
Marmorização e a Técnica de sobro. O uso das tintas de Plantas vai minimizar a procura
de Tintas industriais. No processo da produção do Batik estão abordados as
medidas de prevenção, visto que os artistas correm muitos riscos de saúde
perante o processo da produção. Nesta
pesquisa foram usadas as seguintes metodologias científicas: Método
Bibliográfico; Estatístico e Comparativo.
Palavras-Chaves: Batik;
Artesanal; Extracção; Tintas.
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
Esta pesquisa aborda o seguinte
tema “As consequências na produção do Batik Artesanal produzida a
partir de Tintas extraídas das Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira” na
Cidade de Nampula, estas obras são produzidas por artistas plásticos
praticantes do Batik.
Portanto, as Tintas extraídas das Plantas de Umbila,
Malmequer e Mandioqueira. Deste modo as obras do Batik, quando forem deixados
ao sol e molhadas, perdem as suas propriedades inicias. Sendo como a arte, a criação de
formas reais e imaginárias que possam serem justificadas duma forma objectiva e
subjectiva, o artista exprime os seus sentimentos de modo a transmitir o que
esta na alma. Os praticantes do Batik usam as Tintas Artesanais para a produção
do Batik sem terem em conta das possíveis consequências que-lhe possa causar,
as tintas no processo de produção de obras cria problemas da saúde ao próprio
artista até levar-lhe a morte e a obra estraga-se com mais facilidade, quando
não são consideradas as medidas de protecção da obra. O Batik Artesanal produzido
a partir de tintas naturais é mais expressivo sendo um dos motivos que os
artistas utilizem estas tintas. Cada tipo de tinta possue elementos tóxicos
nocivos a saúde humana, e as suas propriedades químicas das tintas artesanais
da mandioqueira prejudicam ao artista praticante.
Com esta pesquisa proporciona as
medidas de prevenção e das novas técnicas de produção do Batik Artesanal, que
são: a técnica de decoração de tecidos a partir de ferro; a técnica de
Marmorização e a técnica de Sopro, nessas técnicas estão também descritas as
medidas de prevenção para que os artistas não correm consequências no processo da
produção para evitar a intoxicação. Duma forma alógica, a pesquisa esta estrutura da seguinte
forma: CAPÍTULO I: Introdução CAPÍTULO II: Metodologias de
Investigação; CAPÍTULO III:
Fundamentação Teórica; e CAPÍTULO IV:
Apresentação, Análise e discussão dos resultados. Esta pesquisa tem como
objectivos:
1.0. Objectivo Geral
·
Analisar as consequências na produção do Batik Artesanal a partir de
tintas extraídas das Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira na Cidade de
Nampula.
1.0.1.Objectivos Específicos
·
Identificar
as consequências na produção do Batik Artesanal a partir das tintas extraídas das
Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira na Cidade de Nampula;
·
Explicar
as técnicas usadas para a produção do Batik Artesanal a partir de Tintas
extraídas nas Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira na Cidade de Nampula;
·
Propor as técnicas de
Higiene e Segurança no Trabalho na produção do Batik Artesanal a partir de
Tintas extraídas das Plantas.
1.1. Problematização da Pesquisa
No processo de
produção de obras de arte, requer uma selecção do material que vai permitir o
artista à desenvolver a sua capacidade intelectual, na medida em que vai
expressando sobre o suporte.
Na Cidade de
Nampula, tem-se notado um número muito elevado de artistas contemporâneos que
produzem obras do Batik feitas com Tintas extraídas das
Plantas locais. Não obstante, a preservação da
cultura pode ser transmitida de várias formas; sendo uma delas a produção de
obras do Batik. Neste processo de produção o
artista pode usar material alternativo como forma de transmissão de valores
culturais da sociedade. A submersão de tecidos nas Tintas extraídas das Plantas pode
ser um risco para a saúde dos artistas praticantes desta técnica.
Para obtenção destas Tintas é
um pouco dispendioso no que se refere a sua extracção, visto que é de difícil
acesso na Cidade envolvendo custos de transporte para locais de existência
dessas Plantas. As tintas de plantas são
sensíveis à luz. Essas obras são frágeis, caso não forem tomados os cuidados
correctos, podem criar fungos na própria obra. Das plantas usadas pelos
artistas algumas são tóxicas, chegando a prejudicar a saúde.
Estas Plantas
são venenosas por apresentarem princípios activos que são capazes de causar
graves intoxicações, no processo da produção das obras do Batik por causa das
propriedades químicas das tintas artesanais. Face a esta situação, surge a
seguinte questão da pesquisa: Que consequências causam na produção do Batik
Artesanal a partir de Tintas extraídas das Plantas de Umbila, Malmequer e
Mandioqueira na Cidade de Nampula?
1.2. Hipóteses da
Pesquisa
H1 – Na produção do Batik
Artesanal causa a inflamação da pele; dores de cabeça; dores de pulmões e
anemia;
H2 – As propriedades Químicas como
pigmentos são elementos responsáveis na intoxicação do artista perante o processo
de produção de obras do Batik Artesanal.
1.4. Delimitação
do Tema
Esta
pesquisa tem como tema: As consequências na Produção do Batik Artesanal a partir de Tintas extraídas nas
Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira. Este estudo realizou-se na
Província de Nampula: Caso de estudo das Obras do Batik Artesanal na Cidade de
Nampula no período de 2014 à 2015. O estudo envolveu dois locais: Feira Dominical
e no Museu Etnológico (Atelier D’Arte de
Natikire; Atelier D’Arte Uhwamene;
Atelier D’Arte de Pintura; Atelier e Galeria Filifemas).
1.5. Justificativa
Em Artes Visuais existem várias
formas de desenvolver as actividades artísticas, no qual todas elas estão
ligadas ao processo de descoberta, criação e reflexão na busca de novas
perspectivas face a resolução dos problemas do nosso dia-à-dia, sem excluir as
diversidades culturais do mundo artístico, que contempla a emissão das
qualidades culturais e a expressão dos sentimentos.
A motivação para o estudo surgiu depois de ter assistido numa
exposição as obras produzidas pelos artistas praticantes do Batik a partir de
tintas extraídas das plantas; e perante a exposição alguns artistas tinham
problemas de tosse; dai surge a motivação para fazer uma avaliação das
consequências que o artista corre perante o processo na produção de obras do
Batik Artesanal a partir das Tintas extraídas das Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira. Considerando que
existem algumas Plantas tóxicas que prejudicam o ser humano, quando forem
extraídas as suas tintas, pois é relevante fazer um estudo para dar sugestões
de medidas de prevenção para evitar intoxicação; e sugerir as novas técnicas de
produção de obras do Batik. o artista praticante corre muitos riscos de saúde,
porque as tintas artesanais sem ter em conta com as possíveis consequências à
curto ou a longo prazo.
Nesta pesquisa com as sugestões vai ajudar aos artistas na aquisição
de conhecimentos ligados ao higiene e segurança no trabalho para a prevenção
dos efeitos colaterais; conhecer as novas técnicas de produção na divulgação
dos valores culturais, por isso merecem uma inteira intervenção da sociedade
académica na resolução deste paradigma.
É essencial fazer um estudo
científico mais detalhado do material que o artista usa para a produção de
obras do Batik, porque ao nível da Cidade verifica-se o uso das tintas extraídas
das Plantas. Pois as obras feitas com as tintas artesanais não garantem a
durabilidade, porque as Tintas usadas apresentam as suas propriedades químicas que
quando aplicadas ao tecido perdem as características.
1.6. Incidência e Orientação da Pesquisa
1.7. Relevância
da Pesquisa
A pesquisa vai auxiliar o conhecimento Científico na medida
em que vai se divulgar o Batik; Contudo vai servir como uma base para
incentivar os artistas à produzirem trabalhos de pintura com conhecimentos
básicos de Higiene e Segurança no Trabalho (HST), usando as Tintas extraídas das
Plantas.
CAPÍTULO II: METODOLOGIA DE
INVESTIGAÇÃO
Neste capítulo está desenvolvida duma forma detalhada às
metodologias usadas para a realização desta pesquisa.
2.0. Metodologia da Pesquisa
Quanto aos
objectivos a pesquisa é Exploratório e Descritivo. É exploratória porque tem
como objectivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a
torná-lo mais explícito. E envolveu o levantamento bibliográfico, entrevistas
com praticantes do Batik Artesanal na Cidade de Nampula. É descritiva porque realizou-se
na descrição das consequências colaterais que estas tintas prejudicam ao
artista praticante.
2.0.1. Método Estatístico
Permitiu fazer estatísticas relacionadas ao assunto que
resultou para conhecer quantas Oficinas de Arte que estão na Cidade de Nampula
e desenvolvem a actividade do Batik Artesanal a partir de Tintas Artesanais. E
na interpretação de dados foi usado o Pacote da Microsoft Office (MO) mais
concretamente no Microsoft Excel onde foram introduzidos os dados obtidos no
campo.
2.0.2. Método Comparativo
Com este método
permitiu fazer comparações das Obras do Batik Artesanal produzida a partir das Tintas extraídas das
Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira e as obras do Batik produzidas com
Tintas industriais.
2.3. Técnicas de recolha de dados
Na visão de GIL
(1991:104) “O pesquisador observa o real
do conhecimento, apresenta como principal vantagem em relação as outras
técnicas de que os valores são percebidos directamente sem a intermediação que
deste modo, a objectividade permanece no processo de investigação social. ”
Portanto, para a realização deste trabalho, o proponente
usou as seguintes técnicas de recolha de dados:
2.4. Quanto aos
procedimentos técnicos
Quanto aos procedimentos técnicos optou-se no Estudo de
Caso, onde procurou-se saber duma forma mais aprofundada da realidade
específica que constatou-se no campo, e foi através da observação directa das
actividades.
Para alcançar o
objectivo principal deste trabalho, foi feito um levantamento de atelieres que
funcionam e produzem obras do Batik na Cidade de Nampula.
2.5. Observação
Com esta técnica permitiu fazer a observação das obras do
Batik Artesanal, o autor se inseriu nos locais de produção, que facultou a
observação directa.
2.6. Entrevista
Semi-Estruturada
Esta entrevista
semi - colectiva foi conduzida aos praticantes do Batik, que permitiu saber o
ponto de vista da extracção das tintas; das técnicas de produção usadas e das
doenças adquiridas no processo de produção do Batik Artesanal.
2.7. Inquérito
Esta técnica permitiu obter dados diretos com os artistas.
Onde o inquérito foi dirigido os artistas no dia anterior.
O proponente
usou este método para se orientar na busca das informações teóricas dos
assuntos ligados ao tema, através dos artigos e obras cientificamente publicadas
que abordam sobre o Batik Artesanal e das consequências causadas por Tintas
Artesanais.
2.9. Selecção da Amostra
De acordo MARCONI e LAKATOS (1991:42) “ Amostra, ou seja uma pequena parte dos elementos que compõem o
universo, mas que deve ser representativa, da população que se pretende
estudar”.
Nesta pesquisa foi usada a amostra aleatória porque de
acordo Lopes, esta amostra é aquela em que cada unidade em estudo tem a mesma
chance de ser escolhido.”
Com esta amostra o proponente escolheu o Atelier D’Arte de
Natikire como amostra. E para a obtenção dos dados foram quatro (4) Atelieres
da Cidade, que são:
·
Atelier D’Arte de
Natikire, (localizada no Bairro de faina);
·
Atelier D’Arte
Uhwamene, (localizada no museu etnológico da Cidade de Nampula);
·
Atelier D’Arte de
Pintura, (localizada no museu etnológico da Cidade de Nampula);
·
Atelier e Galeria
Filifemas. (localizada no de Bairro Napipine).
2.10. Objecto de Estudo
Na perspectiva de MARCONI e LAKATOS (1991:103), “Objecto de estudo é aquilo que se pretende
estudar, analisar, interpretar ou verificar de modo geral.”
De acordo com esta definição, constitui o objecto de estudo
desta pesquisa “As consequências na Produção do Batik Artesanal”.
2.11. Universo de Estudo
Neste estudo constitui o universo de estudo a todos os
artistas praticantes do Batik Artesanal, na Cidade de Nampula. Contudo foram
inqueridos 20 artistas.
2.12. Localização
Geográfica da Cidade de Nampula e descrição da área de estudo
Nampula é
uma Província situada na região norte de Moçambique. A sua capital é a Cidade de Nampula, localizada a cerca de 2150 km a
norte da Cidade de Maputo,
a capital do País. Com uma área de 79 010 km² e
uma população de 3 985 613 habitantes em 2007, esta Província é a que
está dividida em mais distritos 23, e possui desde 2013, 7 Municípios: Angoche, Ilha de Moçambique, Malema, Monapo, Nacala Porto, Nampula e Ribaué.
Localizada no
nordeste de Moçambique, a Província de Nampula faz fronteira a norte, através
do rio Lúrio, com as
Províncias de Cabo Delgado e Niassa. A sudoeste
está separada pelo rio Ligonha da Zambézia,
encontrando-se a este com o Oceano
Índico.
Mapa 01: Mapa
da Localização Geográfica da Cidade de Nampula
|

Fonte:
Wikipédia enciclopédia livre (Mapa da Província de Nampula) 2015.
CAPÍTULO III: REVISÃO DA
LITERATURA
O presente
capítulo busca as teorias de base e o contexto histórico do Batik em volta das
consequências na Produção do Batik
Artesanal a partir de tintas extraídas das Plantas, com base nisso,
definir o quadro teórico que vai sustentar as análises dos resultados do
trabalho realizado no campo.
3.0. Definições de termos
Segundo PACHECO (2013:07) “Batik
é um processo caracterizado por seu efeito craquelado esta técnica consiste em
vedar partes do tecido utilizando cera quente derretida”.
Na produção do
Batik Artesanal o tecido é submerso num banho de Tintas, seja elas naturais e
industriais, deste modo o processo de obtenção das Tintas artesanais usando
Plantas, é necessário misturar as Tintas depois de extrair para obter outras
cores, e posteriormente aplicadas em tecidos. Os artistas praticantes do Batik,
usam as Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira como sendo as Plantas que
dão origem as cores primárias.
De acordo
MANJATE, Rangel ett all (2009:20) Batik “É uma técnica sobre têxteis aplicadas para
tingimento e decoração de tecidos.”
Guiando-se do
autor, o Batik Artesanal é toda actividade realizada pelo Artista Plástico
praticante do Batik, cuja as obras são feitas a partir de material convencional
sem nenhuma intervenção de máquinas industriais.
Segundo SUPICO
(1993:102) “Batik conhecido também pela
técnica dos atados, consiste em “bloquear” zonas de tecido por aperto de modo
que, ao mergulhar-se o tecido na tintura, esta não tinja aquelas zonas.”
A
produção de obras do Batik com as Tintas Artesanais vai permitir a compreensão
e valorização dos materiais disponíveis no seio da Comunidade. Com a
implementação deste material alternativo vai incentivar aos artistas
praticantes, e alunos na descoberta das novas técnicas de obtenção do material
alternativo para a produção de obras do Batik, impulsionando assim aos
compradores nacionais e turistas que apreciam estas obras.
De
acordo MAURICE Barrett, citado por VELOSO (2009: 8), “A arte é a utilização dos meios para organizar em formas visuais as
nossas experiências subjetivas.”
A arte é toda actividade
do homem, resultantes da criação e expressão de sentimentos e das suas emoções
no sentido de transmitir o que esta presente na alma, transformando em valores
reais, que possam ser percebidas duma forma objectiva e subjetiva. Portanto, no
ponto de vista da definição do autor arte é o meio de amar, ver e sentir o belo
como os nossos olhos vêem e o coração sente.
O
Batik Artesanal produzido na Cidade de Nampula
por alguns artistas é feito a partir de Tintas Artesanais das Plantas, que o
seu resultado final é de sucessivos tingimentos no tecido, constituído por
partes de cera, onde somente as partes não vedadas pela cera são tingidas, e
acabadas com o pincél.
Segundo
MANJATE, MUTHEWUYE e AUGUSTO (2010:59) “A
produção de cores a partir de vegetais pode ser produzida com algumas folhas de
Plantas e árvores.”
Os
artistas desenvolvem esta actividade como forma de expressão de sentimentos
sobre a tela, no qual os conteúdos abordados nestas obras são de carácter
educativo e transmitem valores culturais da sociedade, e não só, mas também os
artistas têm feito exposições destas obras nos seguintes locais: no Museu, na
feira Dominical da Cidade de Nampula. E outros artistas praticantes desta
actividade têm feito exposições itinerantes. Ver anexo, figuras 31 e 32.
3.1. Resenha Histórica do Batik
O termo Batik designa uma técnica com o
significado de desenhar, escrever ou pintar, definindo áreas onde vai se
desenhar com ceras derretidas[1] e depois se
aplica o material corante tingindo o tecido com pincéis. A semelhança com os
processos de representação do desenho e da Pintura conduz o Batik a uma maior
proximidade com a cultura ocidental e mostra resultados mais valorizados na
arte contemporânea. Manual de História do Batik. Disponível em: http://www.
Contexto Histórico do Batik. com. br. Acessado no dia 20 de Fevereiro, Domingo
as 13:10 horas. 2015.
A Indonésia é considerada como sendo o berço do Batik, forma de
expressão artística que consiste em desenhar com cera quente sobre o tecido e
em seguida tingi-lo com cores variados, a técnica do Batik têm como
característica singular o efeito da cera, que parte em alguns lugares deixando
um efeito no desenho, o que acrescenta um toque especial no trabalho dos
artistas. O Batik[2] é uma arte milenar da estamparia em tecidos, é um símbolo
cultural da Indonésia, tendo sido declarado patrimônio imaterial da humanidade
em 2009.
Os africanos do Egito Antigo e da Mesopotâmia descobriram
como extrair corantes naturais de uma série de Plantas e assim realizar o
tingimento em tecidos. As primeiras peças eram muito simples, com formas pouco
complexas e uma gama de cores ainda limitada.
Esta arte já existia no Egito no século IV a. c, onde foi
usado para embrulhar múmias; o linho era embebido com cera quente. A arte do
Batik é mais desenvolvida na ilha de Java, na Indonésia. E foi reconhecida pela UNESCO em 2 de outubro de
2009, a administração da indonésia pediu indonésios para vestir Batik às
sextas-feiras, e vestindo Batik em todas as sextas-feiras e incentivando os
órgãos públicos e empresas privadas. Desde então no dia 02 de Outubro foi
declarado como dia Nacional do Batik na Indonésia. Manual
de História do Batik. Disponível em: http://www. Contexto Histórico do Batik.
com. br. Acessado no dia 20 de Fevereiro, Domingo as 13:10 horas. 2015.
3.2. Surgimento das Tintas Naturais
O ser humano vem fazendo tintas e corantes naturais[3] há milhares de anos. Historicamente, as cores que uma cultura era
capaz de produzir dependiam grandemente dos tipos de Plantas encontrados nas
regiões mais próximas. As flores, raízes, folhas, frutas e mesmo cascas de
Plantas podem criar excelentes corantes e Tintas. Actualmente essas tintas são
produzidas por artistas que a finalidade é de produzir obras de arte.
As práticas de pintura que usavam o solo como pigmento
natural, existem desde os primórdios da humanidade e seguem até os dias de
hoje, sendo largamente utilizadas nos mais variados locais e sobretudo no
ambiente rural.
As Tintas naturais são aquelas que são extraídas de
elementos da natureza, ou seja, a partir de compostos orgânicos feitos com
moléculas que contêm carbono combinado com hidrogênio e, muitas vezes, com
oxigênio ou nitrogênio; esses compostos são basicamente constituídos por
pigmentos e aglutinantes, possuindo características de opacidade ou
transparência. As Plantas são capazes de fornecer mais de 500 cores. A
finalidade do uso de uma Tinta sobre uma superfície pode ser a protecção dessa
superfície ou o seu embelezamento.
Os métodos se tornaram mais sofisticados com o tempo e
técnicas que utilizavam corantes naturais a partir de frutos esmagados, e
Tintas de Plantas, que eram cozidas. Hoje, o Tingimento é uma ciência complexa
e especializada. Quase todos os corantes são produzidos a partir de compostos
sintéticos. Isto significa que os custos foram muito reduzidos e certas
características de aplicação e desgaste foram aprimoradas, mas muitos
praticantes do ofício de Tingimento Natural (ou seja, usando fontes naturais de
corantes) sustentam que os corantes naturais têm uma qualidade estética muito
superior que é muito mais agradável aos olhos.
Ao trabalhar com Tintas Naturais surgem dúvidas quanto à sua
durabilidade e conservação, dependendo da sua aplicação, ela terá
comportamentos diferentes. As pinturas feitas com Tintas Vegetais são frágeis e
não devem ficar expostas ao sol. Se não forem tomados os cuidados correctos,
pode criar fungos na própria pintura.
3.3. O uso de Tintas na actualidade
Hoje em dia
todas as tintas desenvolvidas ao longo da História da humanidade são usadas
pelos Artistas Plásticos de acordo com as suas necessidades de expressão
artística. E os artistas praticantes do Batik usam as Tintas Artesanais, como
material alternativo, e de identidade artística no mundo da arte. Estas Tintas
Artesanais são extraídas das Plantas, apesar de possuir composições Químicas
que não garantem a durabilidade.
3.4. Definição de Tinta
Segundo SUAREZ (2012:3) “Tinta
é uma mistura que quando aplicada sobre uma superfície forma um filme, ou seja,
uma fina camada de material que recobre a região onde foi depositada.”
Analisando o
trecho acima a Tinta é uma mistura de dois elementos: Pigmento (ou corante) e
aglutinante. O pigmento é o que confere cor à tinta, e o aglutinante é o que
une as partículas fazendo a tinta aderir à superfície. Existem diferentes
aglutinantes e diferentes tipos de tinta: óleo, cola.
Das
plantas são obtidos pigmentos de várias partes: raiz, caule, casca, folhas,
flores e frutos. Os pigmentos das flores são luminosos (claros e coloridos)
porém muito instáveis e voláteis.
A natureza oferece a matéria-prima, que
permite produzir tintas, mas antes deve-se fazer um estudo para que não
prejudique a saúde do artista. E estes elementos que podemos usar para a
produção de tintas estão em nosso jardim (como as flores e a terra) e acabam
passando despercebidas. Ou estão na nossa cozinha: beterraba, repolho roxo,
chás variados. De acordo com MANJATE,
MUTHEWUYE e AUGUSTO. (2010:57).
Pode-se
encontrar diferentes materiais de acordo com a época do ano (flores, frutos,
folhas e sementes), conforme o ciclo de germinação das plantas. Os pigmentos
das flores são luminosos (claros e coloridos), porém muito instáveis e
voláteis.
A extracção das
tintas naturais é um processo temporal porque o artista deve extrair as tintas
num determinado tempo; outras tintas são extraídas no tempo seco e outras no
tempo chuvoso. Esta prática delimita os artistas que são os praticantes do
Batik Artesanal, pois, só devem extrair as tintas no tempo seco.
Já os da raiz
são mais estáveis e duradouros, apesar de menos luminosos. Os corantes do caule
e das folhas encontram-se como intermediários entre esses dois extremos. E os
pigmentos minerais são mais duradouros.
Desde os
primórdios da arte, as cores eram compostas por elementos extraídos do reino
animal, e vegetal fontes inesgotáveis de pigmentos orgânicos e inorgânicos. Os
pigmentos naturais são aqueles encontrados nos vegetais, e animais.
Destacam-se os
carotenóides e a clorofila: os caratenóides são os corantes responsáveis pela
coloração amarela, vermelha e alaranjada das folhas, flores e frutas, caules e
raízes; a clorofila, por sua vez, é que confere a cor verde às Plantas.
De acordo
SUAREZ (2012:6) “As tintas quanto a sua
classificação e composição química, podemos encontrar os elementos químicos que
faz com que a tinta adire numa superfície, ou suporte”.
De um
modo geral uma tinta, seja ela artesanal e industrial deve apresentar as
seguintes características:
De acordo com SUAREZ (2012:6) “As
tintas tem os seguintes compostos básicos constituintes como Estabilidade,
Facilidade de aplicação, Rendimento, e cobertura”.
1 -
Estabilidade
Devem
apresentar estabilidade durante o armazenamento. Ao abrir uma lata de tinta
pela primeira vez, esta não deve apresentar excesso de sedimentação,
coagulação, separação, formação de creme, que não se pode fazer uma mistura
homogénea com uma simples agitação manual.
2 - Facilidade
de aplicação
A tinta deve
espalhar-se com facilidade. As marcas de pincél ou rolo devem desaparecer pouco
tempo após a aplicação deixando uma película uniforme.
3 - Rendimento e cobertura
Uma tinta deve
cobrir completamente uma superfície a ser pintada com o menor número de
camadas. O rendimento refere-se ao volume de tinta necessária para pintar uma
determinada área.
E quanto a sua composição
Química, elas classificam-se em de acordo com Suarez.
1 - Veículos
São
constituídos por diferentes tipos de resina (naturais, sintéticas, emulsões)
que produzem tintas com propriedades físicas e químicas diversas. Formam a
película protectora na qual se converte a tinta depois de seca, sendo os responsáveis
pelo tempo de secagem, aderência, retenção da cor e brilho natural ou
artificial.
2 – Pigmentos
São partículas
sólidas (pó), insolúveis no veículo. Podem ser divididos em 2 grupos:
Ativos - conferem a
cor, tingimento e poder de cobertura; podem ser orgânicos ou inorgânicos de
origem natural, sintética ou metálica.
Inertes - Promovem outras propriedades, tais como maior
consistência, melhor dureza. São compostos inorgânicos de origem natural ou
sintética.
3 – Solventes
São utilizados nas tintas para reduzir a viscosidade ou
consistência com o objetivo de se obter facilidade de aplicação. Entre os
solventes mais comuns estão a água, álcool.
4 – Aditivos
São substâncias que adicionadas em pequenas quantidades às
tintas, desempenham certas funções plastificantes.
Portanto, as
cores obtidas a partir de Plantas de Umbila; Malmequer; Mandioqueira presentes
nas obras do Batik artesanal, têm uma expressão acima das cores de tintas
sintéticas. Por isso os artistas plásticos praticantes do Batik usam muito
essas tintas artesanais.
De acordo SAMUEL Filipe David Carrel (25:2010) “A cor obtém-se através da sobre posição dos
feixes luminosos e do seu reflexo na superfície dos objectos. Dai resulta a
grande e variada gama de cores da natureza.”
Através dos tempos o homem sempre foi atraído pelas cores e
sentiu necessidade de se expressar por meio dela. Pintou nas rochas, nas
cavernas, nos templos, nos túmulos, nas casas e utensílios. É também por meio
da cor e da pintura que o homem consegue expressar sua tristeza, sua alegria,
seus dramas e sua religiosidade. Manual de surgimento
das tintas artesanais. Disponível em: http://www. Contexto Histórico do Batik.
com. br. Acessado no dia 21 de Fevereiro, Domingo as 20:10 horas. 2015.
A
expressividade[4] das cores do Batik Artesanal são muito
fortes por serem as cores naturais que não passaram a nenhuma industria para a
refinação. Por isso os artistas gostam mais porque são tintas atraentes.
Segundo PACHECO (2013:10) “As técnicas de extração as tintas naturais podem serem extraídas
usando as seguintes técnicas Cocção, Maceração, Infusão, Fricção, Liquidificação”.
Cocção: Cozinhar a
matéria-prima, até que a água adquira sua cor. O líquido colorido pode ser
aplicado diretamente no papel, mas um pouquinho de cola lhe dará maior
resistência ao tempo;
Maceração: Consiste em
deixar a matéria-prima na água fria, por volta de 12 horas. Este tempo é
estipulado para inverno ou meia estação, no verão deve ser deixado por menos
tempo, senão começa a fermentar;
Infusão: Os elementos
são picados e deixados em infusão no álcool até atingirem o seu ponto máximo de
cor, cujo tempo vária (minutos, dias, semanas). Quanto mais tempo em infusão,
melhor. Podem ser colocados em infusão cascas de plantas; folhas; flores, e
raízes.
Fricção: A fricção,
como o próprio nome diz, consiste em friccionar elementos directamente sobre o
papel. São friccionadas as Plantas que contêm uma quantidade razoável de água.
E podem ser friccionados cascas; e folhas;
3.6.1. A obtenção das Tintas Primárias a partir de Plantas
Na obtenção das
tintas primárias os artistas usam as seguintes Plantas: Umbila; Malmequer e
Mandioqueira.
Segundo
o Dicionário de Aurélio a Umbila “Árvore
de grande porte, de madeira castanho-avermelhada, resistente a cupins, muito
apreciada para obras de marcenaria, de construção civil e naval.”
As tintas naturais podem ser obtidas por diversos processos
abaixo descritos. Depois de obtido o pigmento ou o corante, mistura-se com os
aglutinantes.
Da planta de Umbila são usadas as cascas para a obtenção da
tinta vermelha. As cascas são retiradas e posteriormente colocadas num pilão e
pila-se.
1. Seleciona se
as cascas mais frescas;
2. Após
obter-se a massa triturada, mistura-se com água geralmente na proporção
adequada;
3. Obtido o
liquido a tinta pode ser usada;
3.6.3. Variedades de Mandioqueiras
Existem dois tipos comuns de Mandioqueiras[6]:
A doce e a brava. Na Mandioqueira brava é a maior e têm mais concentração do
ácido cianídrico, uma substância tóxica para nosso organismo.
A
Mandioqueira Brava é tóxico porque as suas raízes e folhas possuem lanamarina,
uma substância química que pode matar; e os artistas da Cidade Nampula usam as folhas
de Mandioqueira brava.
Segundo a
Organização Mundial de Saúde “Nas
intoxicações mais pesadas a lanamarina causa, convulsões, vómitos, irritação da pele; dores de cabeça que se não forem tratados são fatais”.
Pouco se fala sobre as corantes da
Mandioqueira brava para a produção de obras do Batik. Devidas as suas
propriedades Químicas, as Tintas da Mandioqueira são muito prejudicial para a
nossa do artista perante o processo de produção das suas obras.
3.6.4. A tinta
Azul-Ciano a partir de Mandioqueira
Nesta Planta são usadas as folhas para a obtenção da tinta
Azul-Ciano. As folhas são retiradas e posteriormente colocadas num pilão e
pila-se.
O processo de obtenção das tintas segue-se os mesmos passos
da obtenção da tinta da Umbila, acima descrita.
As características morfológicas externas, podemos
descrevê-lo como sendo uma Planta contínuo, arbustiva, que pode chegar a uma
altura de 3 metros. As folhas são palmadas de coloração verde quando adulta e
em tons de violeta e verde quando a folha é jovem. O pecíolo pode estar na
coloração verde, verde-avermelhado e vermelho-esverdeado.
3.6.5. O uso da Planta
Malmequer para a obtenção da tinta Amarela
Malmequer[7]
é uma Planta da família das Asteráceas. Trata-se de uma Planta herbácea
que produz flores pequenas de coloração amarela e considerada tóxica.
O Malmequer é um arbusto lenhoso com
uma forma arredondada que apresenta um ciclo de vida contínuo. As suas folhas
são compostas, verde-escuras ou prateadas e aromáticas quando esmagadas.
Assim dependendo da variedade, as flores podem ser brancas,
amarelas, cor-de-rosa, roxas ou cor-de-laranja, simples ou dobradas.
Esta Planta é usada as flores para a obtenção da corante
amarela. As flores são retiradas e posteriormente colocadas num pilão e
pila-se.
O processo de obtenção dos corantes segue-se os mesmos
passos da obtenção da Tinta da Umbila, e Mandioqueira acima descrita.
3.7. Processo
de fixar tintas no tecido
O corante natural pode sere fixado com mordentes,
que são substâncias usadas para fixar uma tintura nas fibras. Eles também
melhoram a qualidade do tecido e ajudam a melhorar a cor e a resistência à luz.
O Batik é uma arte especializada
em tingir tecidos, especialmente algodão ou seda, cujos padrões mais comuns
são as flores, Plantas, Animais. O tingimento é feito com a protecção de
máscaras, que são aplicadas na cara e os desenhos são feitos com pincel ou Tjanting[8]. A característica singular do Batik é o efeito produzido pela
cera no tecido, já que ela se parte em alguns locais, formando no desenho
um efeito natural, o que resulta em um tecido único artesanal e dotado de
impressionante beleza.
3.8. Tecidos adequados para Tingimento
De acordo com Manual de MAZZI, Deivid “O Tingimento é
uma arte milenar que antecede registos escritos. Foi praticada durante a idade
do bronze na Europa. Técnicas primitivas de Tingimento incluíam colar Plantas
ao tecido ou esfregar pigmentos triturados nos panos”.
Os corantes
naturais podem ser utilizados na sua maioria tecidos de fibras, mas o nível de
sucesso em termos de rapidez e clareza das cores vária consideravelmente.
As Fibras
naturais vêm principalmente de duas origens distintas, de origem Animal ou
Vegetal. As fibras de origem Animal incluem lã, seda, mohair e alpaca, bem como
algumas outras que são menos conhecidas. Os corantes naturais têm uma forte
afinidade com as fibras de origem animal, especialmente o lã; seda e mohair e
os resultados obtidos com essas fibras são geralmente bons. As fibras de origem
vegetal incluem o algodão, linho. Na produção do Batik Artesanal os tecidos
mais usados pelos artistas são de origem animal e de origem vegetal que é o
tecido de algodão.
3.9.1. Batik produzido com a Técnica da Cera Quente
Material
- Velas (Cera);
- Uma panela (aquecer a cera para derreter);
- Ferro de engomar;
- Tecido (algodão ou linho de preferência);
- Uma Mesa;
- Esponjas
(facultativo);
- Pinceis;
- Tintas de
esmaltes (várias cores Primárias e Secundárias). Ver apêndice, figuras 9 e 10.
Material
Protector
- Luvas;
- Óculos;
- Avental.
3.9.2.
Técnicas de produção do Batik com Cera Quente
1.
Preparar o tecido, demarcando a área do trabalho;
2.
Passagem da cera quente (vela) ao tecido tingido, surgindo assim efeitos
decorativos no tecido;
3.
Em seguida passa se as tintas em cima da cera quente;
4.
Deixa se secar a obra no sol durante 3 horas de tempo ou mais;
5.
A cera é remover sobrepondo um jornal, ou um papel que possa permitir a
absorção da cera). Ver apêndice figuras 9
e 10.
3.9.3. Técnica de Atados
De grande efeito
decorativo, o Batik, conhecido também pela técnica de atados, consiste em
bloquear zonas de tecido por aperto de modo que, ao mergulhar o tecido na
tinta, esta não tinja aquelas zonas.
Com
esta técnica podemos decorar tecidos na realização de cenários e adereços de
teatros, na coinfecção de mascaras, roupa e efeitos de carnaval.
3.10.1. Intoxicação por Tintas Naturais
Os artistas praticantes do Batik Artesanal na Cidade de
Nampula trabalham com tintas desde 2000, e durante este período nota-se muita
produção de obras feitas com Tintas Artesanais sem o estudo das mesmas, contudo
os artistas não utilizam equipamentos de segurança necessários para produzir
seus trabalhos.
Nas tintas
estão presentes muitas substâncias químicas danosas á saúde humana, que em
determinadas condições e concentrações podem produzir efeitos indesejáveis
desde uma pequena irritação na pele até uma intoxicação aguda grave ou um
efeito crônico como o câncer.
A principal via de entrada destes compostos no organismo é a
via respiratória, mas a contaminação pela-à-pele também pode se revelar
importante. Os efeitos de uma exposição a tintas que são á base de solventes
orgânicos caracterizam-se, fundamentalmente, por uma acção depressora do
sistema nervoso central, acção irritante da pele e mucosas, lesão hepática e
renal. Segundo Organização Mundial de Saúde (OMS).
A exposição a
concentrações inferiores ao limiar da intoxicação aguda pode dar origem a
alterações do comportamento e psicomotoras com manifestações de fadiga, cefaleias,
perda de memória de atenção, e por vezes irritação das vias respiratórias
superiores. Estas manifestações são reversíveis se a exposição cessar.
Na intoxicação um dos
elementos mais tóxico considerado 14 vezes mais venenoso nas tintas artesanais,
avaliado pela Organização Mundial da Saúde (O.M.S), é o cádmio. Este composto
vitimou o pintor Brasileiro Cândido
Portinari (1903:1962), foi causada pelo contacto constante com Tintas
Artesanais. Ver anexo figura 40.
Os artistas
praticantes do Batik, trabalham com tintas e solventes orgânicos a muito tempo
e a maioria deles não utilizam equipamentos de segurança necessários para
produzirem seus trabalhos.
Todos os tipos de
Tintas sejam elas naturais e artesanais em menor ou maior grau podem ser
prejudiciais à saúde humana. Mais isso vai depender mais da origem do pigmento
de onde são extraídas. O problema maior das Tintas Artesanais está no mau
cheiro forte que pode causar enjoos, mal-estar, dores de cabeça e provoca insónia,
o mesmo que acontece com vernizes e diluentes. Os pigmentos em pó também são
altamente tóxicos e não devem ser tocados directamente.
4.0. Riscos Químicos no processo da produção do Batik
- Algumas Plantas têm um mau cheiro (provocando assim
dores de cabeça);
- Fumos dos fornos de preparação da matéria-prima (cera);
- Existência de muito cheiro persistente, no local de
trabalho.
4.1.1.
Riscos Biológicos no processo da produção do Batik
- Redução de
sangue no corpo;
- Problemas da pele;
- Dores de cabeça;
- Tosse crónica;
- Problemas dos pulmões;
- Anemia;
- Cancro;
- Borbulhas;
4.1.2. Medidas de Prevenção no processo de
produção de obras do Batik
·
Usar sempre o material
de proteção como (luvas; avental; óculos), e procurar trabalhar
em locais com muita ventilação;
·
Usar tintas refinadas
pela indústria;
·
Fazer consultas
médicas em cada 3 meses;
·
Beber muita água e sair do ambiente;
Das definições sobre o conceito da arte, no ponto de vista e
análise mais aprofundada sobre a arte, estou de acordo com a definição do
Maurice Barret; este autor define que a arte é a utilização dos meios para
organizar em formas visuais as nossas experiências subjetivas.
Perante a
pesquisa notou-se que os artistas da Cidade de Nampula produzem o Batik usando
simplesmente a técnica de cera quente. Contudo, estão nesta pesquisa propícia
três técnicas que não são praticados ao nível da Cidade de Nampula, e das
medidas de prevenção.
5.1.1. Técnica
de decoração de tecidos a partir de ferro
Material
- Ferro de engomar;
- Tecido (algodão ou linho de preferência);
- Mesa; Tintas;
- Esponjas;
- Tintas de esmaltes (várias cores Primárias e
Secundárias).
Material
protector
5.2.2. Técnicas de produção de obras de
Batik a partir de ferro
1.Temos que criamos vingos no tecido com o ferro;
2. Temos que passar a seguir os vingos onde o ferro passou,
com ajuda da esponja, criando assim efeitos decorativos muito interessantes no
tecido. Ver apêndice 13 e 14.
Com esta
técnica podemos decorar
5.3.3. Técnica de Marmorização
Segundo MARTINHO (1993:104) “A Marmorização é um processo mais simples de colorir e decorar tecidos.
Esta técnica baseia-se na propriedade que a água tem de não se misturar com
óleo.”
De acordo com a epígrafe do autor acima temos que colocar em
suspensão algumas gotas de tintas de cores variados num líquido mole para não
espalhar na superfície. E dentro das técnicas de produção de obras do Batik, na
Cidade de Nampula verificou-se uma só técnica, que é a de cera quente.
5.3.4. Produção do Batik com a técnica de Marmorização
Material
- Tecido (algodão ou linho de preferência);
- Mesa;
- Tintas;
- Uma bacia;
- Água (3 litros).
Material
protector
5.3.5. Técnicas
de Produção de obras do
Batik com a técnica de Marmorização
1. Preparar o recipiente com água, onde vai receber as
tintas;
2. Depois de ter preparado a bacia com água, preparamos as
tintas e depois vamos misturamos com água;
3. Misturar as tintas na água, tendo em conta a quantidade
de tinta e o recipiente;
4. Mergulha-se o tecido na água e retira-se;
Com esta
técnica podemos decorar.
5.3.6. Produção do Batik com a técnica de Sopro
A técnica de
sopro consiste em espalhar a tinta usando um suporte seja ela papel, ou tecido.
Com esta técnica podemos criar efeitos interessantes no suporte, a tinta se
espalha no tecido com auxílio de um tubo de caneta (soprando). Ver apêndice, figuras 23, 24, 25, 26.
5.3.7. Material para a produção do Batik com a técnica de
sopro
·
Tecido
lã;
·
Tesoura;
·
Pincéis;
Tinta;
·
Diluentes;
·
Mesa;
·
Tintas;
·
Velas;
·
Ferro
de engomar;
·
Tubo
de canetas.
Material Protector
·
Avental;
·
Óculos;
·
Luvas;
1. Preparar as tintas num recipiente, (tempera); Tingir o
tecido. O sopro é feito com ajuda de um pincél com graduação de 9 ate 12.
Esta técnica de sopro consiste em usar
o tubo de uma caneta como auxilio para espalhar a tinta colocada no tecido. As
formas surgidas são extraordinárias o trabalho deve ser feito muito rápido e
com a tinta ainda húmida. Com esta técnica podemos produzir.
·
Obras
do Batik; e decorar camisetes (para moda); e fazer convites.
6.0. Higiene e segurança no trabalho na produção do Batik
Artesanal
No processo de produção do Batik Artesanal não faltam riscos
perante o trabalho, que o praticante pode correr. Pois é importante termos em
conta a Higiene e Segurança no Trabalho, em relação aos elementos que estamos a
trabalhar com eles e o meio ambiente. Essa segurança vai ajudar ao artista a se
prevenir dos possíveis riscos de saúde.
A Higiene e a Segurança são duas actividades que estão completamente
relacionadas com o objectivo de garantir as condições de trabalho capazes de
manter um nível de saúde muito saudável dos artistas no seu atelier.
Segundo a Organização Mundial de Saúde O. M. S, a
verificação de condições de Higiene e Segurança consiste "num estado de
bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença e
enfermidade ".
No trabalho propõe-se combater, dum ponto de vista não médico as doenças
profissionais identificando os factores que podem afeitar o ambiente do
trabalho e o trabalhador, visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais
(condições inseguras do trabalho que podem afeitar a saúde, a segurança e o bem
estar do trabalhador). Manual de
Formação: Higiene e Segurança no
Trabalho - Programa Formação. Disponível em: Wikipédia enciclopédia
livre. Acessado no dia 11 de Fevereiro, quarta-feira as 13:10 horas. 2015.
Segurança: Estudo, avaliação e controlo dos riscos de operação;
Higiene: Identificar e controlar as condições de trabalho que possam
prejudicar a saúde do trabalhador; Doença Profissional: Doença em que o
trabalho é determinante para o seu aparecimento.
CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO,
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Neste
capítulo, apresentam-se os resultados da pesquisa e foi usado o inquérito semi-estruturada
para recolha de dados; e à observação directa.
7.0. Análise do Inquérito dirigido aos Artistas Plásticos
praticantes do Batik Artesanal da Cidade de Nampula
Para os praticantes foram elaboradas (14), perguntas. Neste inquérito
permitiu a conhecer algumas Oficinas de Arte (OA), existentes na Cidade de
Nampula, tais como:
·
Atelier D’Arte de
Natikire;
·
Atelier D’Arte
Uhwamene;
·
Atelier D’Arte de
Pintura;
·
Atelier e Galeria
Filifemas.
Tabela
01: Pergunta relacionado
com o nível de escolaridade dos artistas
|
No
|
Pergunta
|
Básico
|
Percentg %
|
Médio
|
Percentg %
|
|
01
|
Qual é o teu nível de
Escolaridade
|
15
|
75%
|
5
|
25%
|
Fonte: Autor (Abril de 2015)
Os 75%, significa que a maioria dos
praticantes do Batik Artesanal na Cidade de Nampula, têm o nível básico, por
isso têm dificuldades no estudo das tintas extraídas das plantas; e 25% são
artistas com o nível médio.
Tabela
02: Pergunta relacionado
com o uso de tintas extraídas de plantas
|
No
|
Pergunta
|
Sim
|
Percentg %
|
Não
|
Percentg %
|
|
02
|
Tem usado Tintas extraídas das
Plantas para a produção do Batik?
|
17
|
85%
|
3
|
15%
|
Fonte: Autor (Abril de 2015)
Das tintas existentes, alguns artistas
usam as tintas extraídas de plantas para a produção do Batik, visto que 85%
responderam que usam as tintas artesanais.
Tabela
03: Pergunta relacionado
com os tipos de tintas artesanais.
|
No
|
Pergunta
|
De plantas
|
Percentg %
|
Sintéticas
|
Percentg %
|
|
03
|
Que tipo de Tintas usa para a
produção do Batik?
|
14
|
60%
|
6
|
30%
|
Fonte: Autor (Abril de 2015)
Das tintas existentes, alguns artistas
usam as tintas extraídas de plantas para a produção do Batik, visto 60%
responderam que usam as tintas artesanais.
Tabela
04: Pergunta relacionada
com as possíveis consequências das tintas artesanais.
|
No
|
Pergunta
|
Sim
|
Percentg %
|
Não
|
Percentg %
|
|
04
|
Se forem Tintas extraídas a partir
das Plantas, já fez um estudo das possíveis consequências?
|
1
|
5%
|
19
|
95%
|
Fonte: Autor (Abril de 2015)
Dos 95% representa que os artistas usam
as tintas artesanais sem nenhum estudo. E só 5% dos artistas fizeram o estudo
não profundo das mesmas.
Tabela
05: Pergunta relacionada
com os vários tipos de plantas.
|
No
|
Pergunta
|
Plantas
|
Respostas
|
Percentg %
|
|
05
|
Que tipo de Plantas já usou?
|
Umbila
|
14
|
60%
|
|
Malmequer
|
3
|
15%
|
||
|
Mandioqueira
|
5
|
25%
|
Fonte: Autor (Abril de 2015)
Nesta pergunta pretendeu-se saber dos
diferentes tipos de plantas, quais as mais usadas pelos artistas contudo, a
Umbila, Mandioqueira e Malmequer são as mais usadas, porque representam um
maior índice de percentagem.
Tabela
06: Pergunta relacionada
com a intoxicação por tintas artesanais.
|
No
|
Pergunta
|
Sim
|
Percentg %
|
Não
|
Percentg %
|
|
06
|
Contraíste uma doença por usar as
Tintas extraídas das Plantas, na produção do Batik?
|
0
|
0%
|
18
|
80%
|
Fonte: Autor (Abril de 2015)
Das respostas dadas, a maioria dos artistas
praticantes do Batik artesanal sofreram de doenças, por causa do uso das tintas
artesanais, perante o processo de produção.
Tabela
07: Pergunta relacionada
com as consequências no processo de produção de obras.
|
No
|
Pergunta
|
Doenças
|
Respostas
|
Percentg %
|
|
07
|
Que tipo de doença já contraste?
|
Anemia
|
1
|
5%
|
|
Dores de cabeça
|
3
|
15%
|
||
|
Problemas de pulmões
|
5
|
25%
|
||
|
Irritação da pele
|
6
|
30%
|
||
|
Tosse frequente
|
5
|
25%
|
Fonte: Autor (Abril de 2015)
Das consequências no uso das tintas
artesanais, os artistas sofrem mais a irritação da pele que representa 30%, e
problemas de pulmões que corresponde à 5%; anemia 1% dos efeitos mais
frequentes, tosse frequente 25%; e
dores de cabeça 3 %.
Tabela 08: Pergunta relacionada com uso de outras tintas.
|
No
|
Pergunta
|
Sim
|
Percentg %
|
Não
|
Percentg %
|
|
08
|
Além das Tintas que usas, será que
existem outras?
|
8
|
40%
|
12
|
60%
|
Fonte: Autor (Abril de
2015)
Em relação a esta questão está relacionado
com o uso de outras tintas usadas pelos artistas, constituindo neste caso 60% o
uso de outras tintas, para a produção de obras do Batik artesanal.
Tabela 09: Pergunta relacionada com as medidas de prevenção.
|
No
|
Pergunta
|
Sim
|
Percentg %
|
Não
|
Percentg %
|
|
09
|
Usa algum material de Higiene e
Segurança no Trabalho?
|
1
|
5%
|
12
|
95%
|
Fonte:
Autor (Abril de 2015)
Na análise desta
pergunta 95%, significa que os artistas na sua a maioria não usam o material
protector para evitar a intoxicação no uso das tintas artesanais.
7.1. Análise
das obras do Batik produzida a partir de Tintas extraída das Plantas
Os artistas da
Cidade de Nampula usam as seguintes Plantas Umbila, Malmequer e Mandioqueira,
para a produção do Batik.
As obras do
Batik não têm durabilidade quando são:
·
Expostas ao sul;
·
Quando são molhadas
com água (As tintas saem, estragando assim as obras);
·
As tintas têm um
cheiro muito irritante até provoca dores de Cabeça no tempo de produção;
·
Das Plantas mais usadas,
a Mandioqueira Brava é uma Planta venenosa, que à curta e longo prazo pode
levar a morte ao artista. Ver apêndice figura
4.
7.2. Validação das Hipóteses
A primeira hipótese, os praticantes responderão que sofre das seguintes doenças:
irritação da pele; anemia; Problemas de Pulmões e dores de cabeça; o que
significa que muitos deles sofrem de doenças causadas por contacto com as
tintas.
Com tudo constatou-se no Atelier D’Arte de Natikire que o mestre
principal morreu por intoxicação de tintas artesanais e falta de Higiene e
Segurança no Trabalho (HST). E tinha problemas dos pulmões, e anemia. Segundo Alvés
Rui Acácio.
Das Plantas
mais usadas são Umbila, Malmequer e Mandioqueira, e dentro destas Plantas a
Malmequer e a Mandioqueira Brava são plantas tóxicos que levam a morte do
artista, muito mas quando não são observadas as medidas de prevenção correctos,
em Higiene e Segurança no Trabalho.
A segunda hipótese não foi validado porque o elemento presente e tóxico nas
tintas artesanais extraídas nas plantas não são pigmentos e aglutinantes porque
estes são elementos químicos constituintes nas tintas e não prejudicam a saúde
humana.
8.0. Sugestões para
os artistas praticantes do Batik Artesanal
·
Devem ter cuidados com
a Higiene e Segurança no Trabalho (HST), porque é indispensável no processo de
produção de obras.
Para
garantir a consistência e para que as obras não percam as suas propriedades
devem-se usar:
- Tintas industriais, porque são tintas refinadas e
resistentes no tecido;
- Usar verniz de madeira para garantir a permanência das
tintas artesanais no tecido;
- Usar vidro para
proteger a obra.
Devem produzir obras
do Batik com as seguintes técnicas:
·
Técnica de decoração
de tecidos a partir de ferro;
·
Técnica de
Marmorização; e a
·
Técnica de sopro;
·
Os artistas devem
fazer exposições ao nível da Cidade e convidar a sociedade a participar; e
comparar também;
·
Os artistas e outras instituições
públicas ou privadas devem promover as exposições de modo a estimular a
sociedade em geral.
·
À Universidade Pedagógica
em particular o Curso de (Educação
Visual), em colaboração com a casa da Cultura e das Oficinas de Arte (OA), que
estão instaladas e desenvolvem esta arte na Cidade devem abrir espaços de pesquisa
relacionadas com o Batik artesanal, promovendo assim o artista e as suas obras,
e das medidas de prevenção no processo
de produção .
CONCLUSÃO
Desde o
surgimento do Homem, sempre se preocupou com o bem-estar no seu dia-à-dia,
diversificando a sua forma de estar através de diversas manifestações. A
expressão artística é uma das manifestações. Os meios alternativos nunca foram
deixados pelo homem. E nesta pesquisa foi desenvolvida: As consequências na
Produção do Batik Artesanal a partir de
Tintas extraídas nas Plantas de Umbila, Malmequer e Mandioqueira.
No entanto,
verifica-se uma tendência maior nas Oficinas de Arte, o uso de Tintas
Artesanais. E essas tintas são muito expressivas, porque não passaram a nenhuma
indústria para serem refinadas, por isso não tem propriedades químicas que
possam fazer com que a tinta artesanal não tenha maior durabilidade no tecido.
As tintas naturais contêm muitos compostos nocivos que causa efeitos colaterais
e leva a morte do artista, caso não forem observado as condições de Higiene e
Segurança no Trabalho. A pesquisa realizada, confirma
das três hipóteses levantadas duas (2), foram validadas; e uma (1) refutada.
Com o
desenvolvimento das artes contemporâneos, o Batik produzido na Cidade de
Nampula esta a desenvolver; a promover e preservar a cultura da sociedade. Em
relação à permanência
das tintas no tecido conclui que é a falta de aglutinantes que compõe as tintas
sendo como o elemento químico que fazem que a tinta adire a uma superfície.
Para o aumento da produção das obras do Batik Artesanal produzida com Tintas de
Plantas e na descoberta de novas técnicas deve-se incentivar aos artistas a divulgar
as técnicas nas escolas de arte.
E das Plantas usadas, a Mandioqueira brava, contêm
propriedades químicas tóxicas e constatei que durante a pesquisa os praticantes
do Batik sofrem muitas doenças por causa das tintas; e sofrem de doenças tais
como: dores de cabeça; dores de pulmões; problemas da pele; anemia e tosse.
Pondo
em linhas gerais sobre o tema tratado muitos conhecimentos foram desenvolvidos
nesta pesquisa que têm como horizontes, estimular os artistas praticantes do
Batik Artesanal e fazer conhecer as novas técnicas de produção.
BIBLIOGRÁFICAS
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do Trabalho Científico. Editora Atlas, 4ª Edição, São Paulo, 1992.
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Disponível em http://www.abrafati.com.br.
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de 2015
Fonte Oral: Alvés Rui Acácio. Nampula, dia 3 de Janeiro de 2015
Apêndices
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Figura 01:
Planta de Umbila
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Figura 02: Local de depósito da Planta de
Umbila
Fonte:
Autor, Nampula 2014 Fonte: Autor, Nampula 2014
Figura 03: Folhas de
Mandioqueira Doce Figura
04: Mandioqueira Brava

Fonte: Autor, Nampula 2015 Fonte:
Autor, Nampula 2015
Figura 05: Flor de
Malmequer Figura 06: Planta de Malmequer
Fonte: Autor, Nampula 2015 Fonte: Autor, Nampula 2015
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Técnicas de produção do Batik com a
cera quente
Figura 07: Material do
Batik Figura 08: Demarcação da área do
trabalho
Fonte:
Autor, Nampula 2014 Fonte: Autor, Nampula 2014
Figura 09:
Cera quente colocado no tecido Figura 10: Colocação das tintas no
tecido
Fonte: Autor (Nampula 2014) Fonte: Autor (Nampula 2014)
Figura 11:
Secagem do tecido Figura 12: Resultado final do
Batik

Fonte:
Autor, Nampula 2014 Fonte: Autor, Nampula 2014
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Técnicas
de decoração de tecidos com a técnica de ferro
Figura 13: Dobragem
do tecido Figura 14: Passagem do ferro quente no tecido

Fonte: Autor. Nampula Abril de 2015 Fonte: Autor. Nampula Abril de 2015
Figura 15: Resultados
finais da técnica de ferro

Fonte: Autor. Nampula 2015
Imagens
da técnica de Marmorização
Figura 16: Colocação
da água no recipiente
Fonte: Autor, Nampula 2015
|
Figura 17: Colocação
das tintas na água Figura 18: Misturar as tintas na água
Fonte: Autor, Nampula 2015 Fonte: Autor. Nampula 2015
Figura 19: Mergulhar
o tecido na bacia Figura 20: Resultado final
Fonte: Autor, Nampula 2015 Fonte: Autor, Nampula 2015
Figura
21: Resultados finais Figura
22: Resultados finais
Fonte: Autor. Nampula Abril de 2015 Fonte: Autor. Nampula Abril de 2015
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Imagens
da técnica de sopro
Figura 23:
Preparação da Tinta Figura 24: Batik mal soprado
Fonte: Autor, Nampula 2015 Fonte: Autor, Nampula 2015
Figura 25: Técnica
de sopro Figura 26: A técnica de sopro usando
tubo de caneta
Fonte: Autor, Nampula 2015 Fonte: Autor, Nampula 2015
Anexos
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Figura 27: Batik produzida com cera quente
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Figura 28: Batik produzido com cera quente

Fonte: hhtt//Infoescola.com
Janeiro de 2015 Fonte:
hhtt//Infoescola.com Janeiro de 2015
Figura 29: Corantes Naturais em pó Figura 30: Corantes Naturais

Fonte:
hhtt//Infoescola.com Janeiro de 2015 Fonte: hhtt//Infoescola.com
Janeiro de 2015
Figura 31: Corante de Betaraba Figura 32: Corante de Dália Lalanja

Fonte: Livro de Almeida e Veloso Ed. Visual
(2004:64)
Figura
33: Expressividade do Batik Artesanal
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Fonte: Alvés R. Acácio. Nampula, Janeiro de 2015
Figura 34: Obra do Batik estragada por efeito da
água Figura 35: Obras do Batik Artesanal
Fonte: Alvés R. Acácio. Nampula, 2015 Fonte: Alvés R Acácio. Nampula, 2015
Técnica
de produção do batik com a técnica de atados
Figura 36:
Bloqueamento do tecido para o tingimento
Figura 37: Criação de nos no tecido

Fonte: hhtt//Infoescola.com Janeiro de
2015 Fonte: hhtt//Infoescola.com
Janeiro de 2015
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Figura 38:
Tingimento do tecido Figura 39: Resultado final da obra

Fonte: hhtt//Infoescola.com
Janeiro de 2015 Fonte: hhtt//Infoescola.com Janeiro de
2015
Figura
40: Problemas da pele
causada por Tintas Artesanais

Fonte: http:www.abrafati.15 de Fevereiro 2015
[1] Ceras
derretidas: Ver anexo
figuras 27 e 28. Obras do Batik produzida com a técnica da cera quente.
[2] Batik: Definição Acessado em
Wikipédia enciclopédia livre “História do
Batik” dia 22 de Março 2015
[3] Corantes naturais:
Ver no anexo. corantes naturais figura, 29 e 30.
[5] Planta de Umbila: Ver no apêndice figuras 1 e 2.
[6] Ver em apêndice: Variedades de Mandioqueiras figuras 3 e 4.
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